Tesouro estima rombo de R$ 600 bi nas contas públicas em 2020

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BRASÍLIA — O governo federal já estima que o setor público terá um rombo de R$ 600 bilhões neste ano, por conta das medidas tomadas para enfrentar o coronavírus e da queda substancial de receitas que a União terá por conta crise. Esse número equivale a 8% do PIB. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Tesouro Nacional.

Ainda sem os impactos da pandemia do coronavírus, em março, as contas públicas fecharam com um déficit de R$ 21,2 bilhões, o terceiro pior resultado da História. O impacto da crise será sentido majoritariamente em abril, maio e junho.

O governo também prevê disparada do rombo das contas públicas em 2021, com déficit atingindo R$ 150 bilhões.

O rombo histórico de 2020 será resultado dos gastos que o governo está autorizando para saúde e para limitar os efeitos econômicos do coronavírus. Além disso, a crise econômica fará as receitas federais desabarem em R$ 100 bilhões.

— Junto com o déficit de estados e municípios, a gente está caminhando para um déficit de R$ 600 bilhões. Mas é uma piora fiscal temporária. Não se pode falar que o governo não está reagindo. Estamos — disse o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida.

Como consequência do rombo, a dívida pública vai aumentar. Para o Tesouro, isso irá requerer “um esforço fiscal do país ainda maior no período posterior ao da crise”.

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