Bolsonaro x Moro: a felicidade dos corruptos

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Nessa história há apenas um perdedor: o Brasil. Por que temos que escolher entre Bolsonaro ou Moro? Este representa o combate à corrupção; aquele, a esperança contra o socialismo. Já que eles não se entendem, não caia nessa narrativa política de optar entre um ou outro, pois só quem sai ganhando e comemoram com tudo isso são os corruptos e os socialistas.

Sérgio Moro está fora do Governo e provavelmente será candidato à presidência do Brasil em 2022. A decisão que você precisa tomar hoje é: ou continua apoiando o atual governo ou está na oposição, a qual é comandada pelos antigos partidos e políticos corruptos e outros novatos debutantes à corrupção.  Mas não escolha agora. Vamos, primeiramente, analisar os fatos de forma racional e moderada, sem atacar nem um nem outro.

Qual a posição política de Sérgio Moro? Todos sabemos que é contra o PT, mas ele é de esquerda? Centro? Direita? Os “isentões” dizem que agora a direita fará de tudo para transformá-lo em comunista. De certeza, isso ele não é. Talvez inclinado ao centro-esquerda, tendo demonstrado uma visão progressista: é contra o armamento civil, não é um ferrenho opositor a legalização do aborto e na economia nunca demonstrou que lado segue.

Isso não apaga o brilho de sua atuação na magistratura. Um exímio juiz e, particularmente, queria sim continuar como Ministro da Justiça e ser indicado, futuramente, para uma cadeira no STF. Sérgio Moro foi um servidor que encheu o brasileiro de esperanças pela coragem de enfrentar os grandes corruptos do país, provando que ricos e poderosos também poderiam sentir o peso da lei. Porém, fazendo uma avaliação desprovida de paixões, podemos vê-lo à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública com o mesmo brilhantismo que vimos em sua atuação na magistratura?

Não há dúvida de que foi fundamental para o primeiro governo de direita no Brasil ter o superjuiz da Operação Lava Jato como símbolo do combate à corrupção. Todavia, na prática a pasta teve modesto avanço; ora por culpa das alterações legislativas no Congresso (distorceram o pacote anticrime), ora pelas mudanças de entendimentos do STF (prisão em segunda instância), ofuscando o brilho das operações policiais que estávamos acostumados a ver sendo comandadas pelo então juiz Sérgio Moro.

No ministério, diversas vezes foi inerte ou contrariou a linha de atuação do presidente Bolsonaro, como nos casos em que governadores ordenavam que trabalhadores fossem algemados nas ruas e nas praias como marginais; quando mulheres e idosos, sob ordens dos governadores e prefeitos, foram autuados pela polícia como se criminosos fossem, e ainda assim, diante desses abusos, permaneceu em silêncio; aprovou a compra de milhares de tablets para os presos manterem contato com suas famílias durante a pandemia e não se contrapôs aos juízes que determinaram a soltura de milhares de presos por causa do coronavírus.

Retroagindo aos primeiros meses de governo, o agora ex-ministro contribuiu para desidratar o decreto de armas, sabendo que essa era uma das principais plataformas de campanha do governo Bolsonaro. Depois nomeou, em seu Ministério,  Ilona Szabó: uma ativista pró-aborto, pró-ideologia de gênero, favorável a tudo que o Presidente sempre combateu. Nomeou ainda Gisele, nora de Mirian Leitão, como assessora de imprensa de sua pasta. Para completar, resolveu convidar Leandro Carnal, ferrenho crítico do governo, para palestrar dentro do Ministério.

Cabe ainda recordar que na gestão de seu homem de confiança dentro da PF se concluiu em inquérito que o Verdevaldo era inocente no caso dos hackers. No inquérito do atentado contra o Presidente Bolsonaro, concluiu-se que Adélio Bispo não teve um mandante, mesmo com as imagens mostrando que ele estava acompanhado com alguém até o momento do crime, que recebeu a faca das mãos de uma mulher desconhecida e que no outro dia foi defendido pelos 03 (três) advogados mais bens pagos do país. No entanto, a conclusão da PF é que Adélio é apenas um desequilibrado e agiu sozinho. Em que país do mundo pessoas que tentam assassinar um Presidente da República ficam impunes?

Assim, não seria aceitável que o Presidente, agindo legalmente dentro de suas atribuições, queira colocar no comando da PF alguém de sua confiança e com mais dedicação para desvendar esse crime? Gostando ou não, a lei sancionada em 2014, no governo do PT, confere prerrogativa ao Presidente da República nomear o Diretor Geral da Polícia Federal. A lei é um desastre, haja vista que a PF deve ter autonomia para escolher seus diretores. Já imaginou como seria a escolha se o Andrade (ops, Haddad!) fosse o presidente?

Moro arrebatou esse triste desfecho mostrando as supostas provas de suas alegações com exclusividade justamente para a Rede Globo. Isso não é estranho? Um profissional que alega estar saindo para manter a ética de sua biografia não seria ético apresentar esse material às autoridades competentes? É ético um ministro acabar de sair do governo e ir justamente à emissora que mais milita contra o Presidente e apresentar os prints de conversas privadas?

A verdade deve prevalecer. O Presidente pode ter cometido crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, prevaricação, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, denunciação caluniosa e crimes contra à honra. No entanto, caso não consiga apresentar documentos idôneos e provar suas alegações, o ex-ministro responderá por calúnia contra um Chefe de Estado.

Como falado, Moro tem um valor inestimável para a história do Brasil, porém foi picado pela “mosca azul” da política. Sabe-se que ele não pediu exoneração por conta do diretor-geral da PF, mas sim porque percebeu que não seria indicado para o STF. Partiu para o plano B: colocar-se “a disposição do povo”, conforme concluiu em seu discurso/pronunciamento. Momento errado o escolhido, apenas demonstrou que está mais preocupado com sua biografia do que com o próprio país.

A realidade é que vivemos em uma democracia, e as ratazanas que estão no congresso (porque o povo usa as urnas com pinico) se aproveitam de qualquer oportunidade para criarem uma crise política e poderem barganhar. É inadmissível que uma simples troca de ministro gere tamanho debate, enquanto a angustia nacional causada pelo coronavírus destrói vidas e a economia.

Pergunta-se novamente: você ficará de que lado? Irá apoiar o Presidente Bolsonaro ou juntar-se-á à oposição? Essa última opção pede renúncia ou impeachment do Presidente e, com isso, o país pode cair nas mãos novamente de um corrupto. É claro que o cidadão que deseja uma nação próspera e é a favor do Brasil pode facilmente apoiar o Presidente Bolsonaro que, mesmo com erros e acertos em sua gestão, nunca esteve envolvido em escândalos de corrupção, nunca foi acusado de desviar verba pública, atravessou o “mensalão”, “petrolão” e saiu ileso. A escolha é sua. O futuro do Brasil só depende de nós.

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