Posse na ALCEAR: uma noite memorável

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Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR) realizou a Sessão Solene de Posse de quatro novos membros, todos merecedores do galardão pelas biografias que ostentam.

No último sábado, 05/10/2019, dia em que se comemorava os 31 anos da Constituição Federal, no auditório do Colégio Martha Falcão, situado na rua Salvador, 455, bairro de Adrianópolis, em evento aberto ao público, a Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALCEAR) realizou a Sessão Solene de Posse de quatro novos membros, todos merecedores do galardão pelas biografias que ostentam: Dom Sérgio Eduardo Castriani, arcebispo Metropolitano de Manaus; Arnaldo Péres, desembargador e ex-presidente do Tribunal de Justiça e do Tribunal Eleitoral do Amazonas; o médico, professor e pesquisador Sinésio Talhari; e o delegado de Polícia e atual presidente da Imprensa Oficial, doutor Mário Aufiero.


Os agora novos acadêmicos se juntam ao elenco de grandes nomes que influenciaram e que influenciam os destinos de nosso estado e de nossa região, que servem, mesmo, pelo trabalho, pelo talento e pelo amor que colocam em tudo aquilo que fazem, de exemplo para as novas gerações. Personalidades como Bernardo Cabral, Phelippe Daou (sócios honorários), Gaitano Antonaccio (idealizador), Rui Lins (primeiro presidente), Milton Cordeiro, Roberto Tadros, Mário Ypiranga Neto, Orígens Martins, Eurípedes Ferreira Lins, Abrahim Baze, Manoel Bessa Filho, Urias Sérgio de Freitas, Jorge Humberto Barreto, Expedito Teodoro, Afrânio Soares, José Russo, Mário Jorge Corrêa, Armando Loureiro, Raimundo Colares Ribeiro, Garcitylzo do Lago e Silva, Guilherme Aluízio, Ruth Prestes Gonçalves, Francisco Batista, Etelvina Garcia, Palmira Antonaccio, Chloé Loureiro, Liana Mendonça de Souza, Marita Monteiro e Rene Costa de Meneses, apenas para citar os seus ilustres e heroicos fundadores, lustraram e ainda lustram as tradições do Sodalício.

Como os leitores sabem, integro, o que muito me honra, a Academia Amazonense de Letras (AAL) e o Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), além de outras instituições regionais e nacionais, onde convivo com notáveis personalidades de nossa cena cultural. Tem sido, porém, uma experiência especial, pra lá de satisfatória e muito edificante poder, graças à bondade de meus pares, dirigir em primeiro mandato a ALCEAR, que brilha nos céus azuis da Amazônia, ao lado de suas congêneres, para manter acesa a luz do conhecimento, que debela, sob a proteção de Deus, a ignorância, o fanatismo, a discórdia, o erro e as trevas.


A ALCEAR foi criada em 5 de setembro de 2003, em homenagem a outro 5 de setembro, quando o Amazonas foi elevado à categoria de Província, tornando-se independente do Pará. Seu ideário contempla não apenas os homens e mulheres de letras, mas também e fundamentalmente, as personalidades que, nos campos das ciências e das artes, nas mais diversas manifestações do engenho humano, enfim, destacaram-se no curso de nossa história e deram raro contributo ao bem comum. Ela é uma entidade sem fins lucrativos, que não recebe recursos públicos (vive da contribuição de seus membros), de natureza cultural, educativa e social, possuindo representações no restante do país e, até, no exterior. Seu objetivo é incentivar, promover e difundir a cultura no Amazonas, colaborando, assim, para o aprimoramento de sua gente. “Labor ominia vincit improbus”, ou seja, o trabalho perseverante vence tudo, é a divisa gravada em seu brasão.


Em nosso silogeu, e isso é princípio assentado pelos fundadores e em seus estatutos, têm assento tanto aqueles que se dedicam às Letras, quanto àqueles que dão o seu contributo nas Artes e nas Ciências.
Nós, da Academia, acreditamos que o caminho do reconhecimento das virtudes de nossos concidadãos, é o caminho para a construção, ou a reconstrução moral do ser humano e, via de conseqüência, para que seja possível erigir um mundo mais justo e perfeito, como pedras vivas que somos no projeto do Criador, sonho ancestral de que jamais devemos abdicar.


Entre nós prevalece o companheirismo, a humildade, a amizade e o mesmo ideal: o de fazer o bem. Ressaltar o bom, o belo e o justo, para indicar a esta sociedade, entorpecida pelo materialismo, pelo egoísmo, pelo imediatismo e pelo consumismo, que só existe um caminho sadio e redentor: o que repele os vícios e ressalta as virtudes.


Precisamos, urgentemente, deixar de dar audiência para as desgraças e buscar a pauta das boas notícias, das boas novas, dentre as quais a de que existem pessoas que, pela trajetória de vida, pelo talento e pelo amor que colocam em tudo aquilo que fazem, servem, mesmo, de referências para nós e para as novas gerações.

Júlio Antônio Lopes

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