Crédito facilitado ao idoso: não caia nessa armadilha

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A população brasileira está envelhecendo, e nossos idosos merecem todo cuidado, carinho e respeito. É importante que saibam que não estão sozinhos, além da família, existem leis e instituições que têm obrigação de protege-los. Não podemos deixar que sejam ameaçados, extorquidos, enganados, nem que sofram qualquer tipo de constrangimento ou exploração financeira.

Atualmente, é muito fácil obter crédito ou empréstimo consignado. É fácil sim, mas não é fácil pagar. Dessa forma apresentamos algumas maneiras de fugir das armadilhas do crédito fácil. Antes de contratar um empréstimo, avalie se ele é realmente necessário e quanto a sua renda vai ser reduzida com a prestação a ser paga.

Nunca adquira créditos com pessoas estranhas na rua ou por telefone, nem assine documentos sem a presença de alguém de sua confiança. Jamais empreste seu nome para outra pessoa fazer empréstimos.

O famoso empréstimo consignado, que tem o limite máximo de 35% da renda do idoso, onde 5% desse valor é obrigatoriamente destinado ao cartão de crédito consignado, que apesar da taxa de juros menor, ainda é muito cara. O idoso deve ter muito cuidado, pois o valor das parcelas será descontado diretamente da sua aposentadoria ou pensão e, caso idoso se arrependa da contratação em momento futuro, não lhe será permitido voltar atrás ou desistir.

Para tanto, se o idoso contratar o empréstimo fora do estabelecimento comercial, ou seja, fora do banco. É muito comum a contratação por meio de agentes terceirizados – que ficam à espreita nas portas dos bancos em dia de pagamento de aposentados –  caso isso aconteça, é possível o cancelamento do empréstimo alegando o direito de arrependimento, no prazo de até 7 dias após contratação.

Cabe salientar que o empréstimo consignado pode facilmente levar o idoso ao superendividamento, comprometendo sua renda, ficando o idoso impedido de administrar a própria vida financeira, pois a parcela é descontada diretamente pelo banco.

O superendividamento, é quando um devedor de boa-fé não consegue pagar suas dívidas atuais e futuras e sobreviver com dignidade. Os passos para vencer isso é primeiramente reconhecer o problema, e consequentemente organizar sua vida financeira, analisando suas dívidas e negociá-las. Procurar meio de como obter mais recursos e mudar o estilo de vida buscando um equilíbrio financeiro. Assim, se idoso adquiriu um empréstimo, terá comprometido até 30% de sua renda, caso ocorra algum imprevisto (doença, acidente, perda de emprego na família), não poderá rescindir o contrato. Cuidado idoso, esse desconto diretamente em sua renda é bastante alto e poderá fazer falta para pagamento de outras necessidades de seu dia a dia.

Sérgio Augusto Costa da Silva

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