Emprestei meu cartão de crédito a um “amigo”, e ele não pagou a dívida. E agora?

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É muito comum, quem possui nome com restrição de crédito pedir para um terceiro que este realize a compra e assim adquirir o item desejado. Pode acontecer em diversas situações, para um consórcio, financiamento, compra em loja, enfim qualquer coisa que envolva dinheiro. No entanto, caso seu “amigo” não pague a dívida, você que a contraiu terá um baita prejuízo, podendo inclusive ter seu nome inscrito nos órgãos de proteção ao crédito.

Dados apresentados pelo SPC revelam que o empréstimo de nome é responsável por 17% dos casos de inadimplência no Brasil. O dado mais alarmante é que 71% dessas pessoas não receberam nada do que foi emprestado ou financiado, tendo que arcar completamente com a dívida.

Se isso acontecer, não faça ameaças ou cobre a pessoa de forma vexatória. Tente conversar amigavelmente com a pessoa, nessas ocasiões não costumamos pensar em chegar a um acordo, mas pode ser uma boa solução para ambos. Tente conversar com a pessoa, uma vez que é mais sensato que “perder a cabeça” ou o dito amigo de vez.

Simplesmente não empreste seu nome. Essa é sua melhor proteção. Se a pessoa está precisando de um “nome emprestado”, provavelmente significa que ela tem o nome sujo na praça.

Mas se por acaso não houver alternativa, e você quer muito emprestar seu nome para alguém, a forma “menos pior” para fazê-lo é através de contrato, nota promissória, ou cheque pré-datado. O contrato é a garantia jurídica de que a pessoa está assumindo uma dívida. Escreva nele usando termos jurídicos e estabelecendo o valor da dívida ou bem que foi comprado, bem como a data de pagamento. Notas promissórias e cheques podem substituir o contrato e reduzir o risco de não pagamento da dívida.

Um contrato, uma nota promissória ou um cheque podem ter essa função. Em alguns casos, com a ajuda da tecnologia, uma conversa por aplicativo ou e-mail também podem valer de prova complementar. Mas adianto que o documento escrito ainda é uma prova mais eficaz.

Aquele que contrai uma dívida em nome de outro geralmente não pensa mais à frente, com qual a consequência no caso de não pagamento, sendo assim um documento comprovando a dívida é muito importante para entrar com uma ação no judiciário.

Se você não seguiu os passos e dicas acima, você está com um grande problema em mãos, mas que pode ser resolvido. Se você emprestou seu nome para um financiamento ou para a compra de um bem, esse bem foi pago por você e está em seu nome. Portanto, você pode tentar reaver esse bem de alguma maneira, seja pela justiça comprovando que você é que está pagando pelo bem, ou através de uma negociação com a pessoa para usar o bem como parte do pagamento da dívida.

Outra forma de reaver o dinheiro é fazer um contrato de confissão de dívida com firma reconhecida, pedindo para a pessoa assinar e buscando a garantia de direitos na justiça. Pode ser difícil conseguir esse pagamento ou até mesmo a assinatura no contrato, mas é um começo.

Sem contrato, é muito difícil conseguir na justiça o pagamento dos valores. Talvez se você reunir todas as provas documentais da pessoa assumindo a dívida, você consiga a garantia na justiça de seu dinheiro. Porém, as chances de que você tenha seu dinheiro dessa maneira são muito baixas. As opções acima servem para não correr o risco de levar um calote e assumir a dívida sozinho. Caso tenha dúvida, consulte previamente um advogado, para que o oriente melhor. Lembre-se, a famosa confiança não é garantia de recebimento e pode dar uma boa dor de cabeça.

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